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segunda-feira, 2 de março de 2015

Autor mapeia o Rio de Janeiro e reúne em livro tudo o que encontrou sobre a cultura africana presente na “Cidade do Samba”



O Guia Patrimonial da Pequena África, do escritor Carlos Nobre foi lançado no dia 15 de Novembro no SESC Madureira

Hábitos, culinária, palavras, músicas, cantos, danças, ritmos, brincadeiras, religiões e instrumentos musicais é uma parte daquilo que está ligado a uma única palavra: cultura. Com essa simples palavra, reduzimos e trazemos à tona aquilo tudo que nossos descendentes africanos nos deixaram como herança de mais de 400 anos de escravidão aqui no Brasil. No mês definido como o mês da Consciência Negra devida homenagem à morte de Zumbi dos Palmares, uma série de acontecimentos relacionados ao patrimônio cultural de nossos antepassados surge pelo Brasil a fora e também aqui, no Intercultural.

Foi aproveitando o momento que o jornalista e escritor, Carlos Nobre, resolveu reunir em um livro toda a contribuição africana para o Rio de Janeiro. O escritor mostra em seu livro, “O Guia Patrimonial da Pequena África”, a influência africana para o Rio de Janeiro.

O livro tem um formato enciclopédico e reúne fotos e informações sobre monumentos, pinturas, estátuas, bustos, sambistas, poetas e muito mais sobre variadas personalidades negras. “Encontramos 45 monumentos sobre negros; quatro sobre índios; 19 sobre artistas e escritores; oito árvores africanas; 11 obras do Mestre Valentim, e várias ruas, becos e praças ligadas à cultura negra.” explica o autor. Foi andando pelo Rio de Janeiro que Carlos mapeou toda a cidade e capturou dos vários cantos da “Cidade do Samba” a influência negra em suas ruas e bairros. Como é o caso dos bairros: Saúde, Gamboa, Santo Cristo, Centro, Lapa, Catumbi, Estácio, Cidade Nova e Andaraí, chamados no livro como “Pequena África” devido tamanho presença da cultura negra não só no passado, mas até hoje.

No livro, ele explica o processo de “embranquecimento”, ou seja, se uma pessoa negra começasse a ficar conhecida, ela logo era tomada como branca, como aconteceu com Chiquinha Gonzaga, Mestre Valentim, Gonçalves Dias e Machado de Assis, exemplifica Carlos Nobre. Juntamente com o livro, um documentário e um site com conteúdo exclusivo também serão lançados.

Conheça mais sobre o autor aqui


Vídeo promocional do livro "O Guia Patrimonial da Pequena África"

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