Jovens brasileiros criam empresa de pagamento virtual e faturam um milhão de reais em investimentos

Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, criadores da empresa Pagar.Me, conseguem prêmio na Universidade de Harvard


















Os empresários Pedro e Henrique, de 18 e 19 anos, são donos de uma empresa de meios de pagamento com aproximadamente 100 funcionários. Entretanto, ainda muito novos, a história deles com o mundo da tecnologia começou bem antes. 

Henrique, aos 12 anos, devido ao fato de sua mãe não o deixar jogar videogame por se tratar de jogos pagos, aprendeu a programar para jogar de graça. E quando a gente pergunta como ele aprendeu a programar tão jovem, realmente parece que se trata da coisa mais simples do mundo, lendo livros sobre programação. E Pedro, aos 9 anos começou a programar. Incrivelmente, aos 12 anos, foi a primeira pessoa do mundo a desbloquear o iPhone 3G. Mas a sua história com a Apple não acabaria por ali. Mais tarde, aos 15 anos, descobriria uma falha no Siri (Sistema de Comando de Voz da Apple). 

Em 2013, os jovens brasileiros que se conhecerem pelo Twitter, foram aprovados na renomada Universidade de Stanford (EUA), mas com sua empresa dando muito certo, decidiram trancar a matrícula e ir para lá somente em 2017. Henrique diz que dos 12 aos 14 anos passou a adolescência programando e jogando. Aos 16 anos, fundou o projeto “Estudar nos Estados Unidos”. Ainda em 2012, Henrique venceu uma maratona de programação e criou o aplicativo "AskMeOut", uma rede de relacionamento parecido com a já existente "Tinder". Apesar de todo o barulho em torno do sucesso e o rápido desenvolvimento dos jovens, eles não gostam da ideia de serem chamados de “superdotados”. 

A diferença, segundo eles, é que enquanto a maioria das crianças brincavam, os dois já trabalhavam e sabiam onde queriam chegar. Há dois anos, eles criaram a "Pagar.me", um sistema para receber pagamentos online que já levantou cerca de um milhão de reais em investimento. A solução ganhou prêmio de inovação no valor de 25 mil dólares em um evento na Universidade de Harvard. Assim como estes dois jovens do empreendedorismo digital, outros jovens entram cada vez mais cedo no mundo da programação com a ajuda da tecnologia bem marcante de hoje. 

Com respaldo de quem conseguiu chegar lá, eles dão um alerta aos pais que costumam regular o tempo do filho em frente ao computador ou até mesmo do videogame. “Se seus filhos mostram interesse, não deixem de lado, vocês podem estar privando seu futuro promissor. E se você gosta de programação e começou cedo também, vá em frente, você poderá ter um futuro brilhante”, incentivam os jovens.

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