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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Entrevista com o Secretário de Educação do Estado, sr. Antonio Neto, que nos englobou como uma das “Escolas Modelo”


1) Como seria uma “escola modelo” para 
o senhor?

Bom, eu tiro mais pela realidade de nossa 
rede, que é a ideia de realizar várias escolas modelo, não somente uma. Por quê isso? Porque hoje a gente tem a ideia de que a juventude tem expectativas excelentes, há jovens que só podem estudar à noite, há os que podem estudar de dia, porém não podem estudar o dia inteiro, há os que precisam de um estudo especializado, por haver  idade avançada, há os jovens que querem 
educação profissional, têm outros que 
querem línguas, outros que querem uma formação que lhe dê condições de entrar e lhes dar um sucesso na vida por muito tempo. Então, na verdade a gente não fala de um modelo de escola, mas sim de vários para uma juventude que é diversa, isso que se torna o mais dificíl. Fazer um modelo só era fácil, você realizava um padrão e replicava para todos, como ninguém é igual, não podemos fazer uma escola igual para todos. Por isso vocês têm aqui uma escola que é de línguas e outras escolas que são de formação profissional técnica, outras que apenas trabalham para as demandas do século 21, para jovens e adultos e daí por diante.

2) Podemos dizer que a escola de horário 
integral poderia ser sim, um modelo 
escolar?


Ela é um dos modelos, na verdade, estamos 
chamando escola de tempo integral, porém o mais importante para a secretaria do estado de educação hoje não é simplesmente criar uma escola de tempo integral, mas sim uma 
escola que ofereça educação integral. Aí que se torna o ponto mais complexo, uma escola
de tempo integral exige uma estrutura
diferente, uma equipe diferenciada, na maioria dos casos você tem que ter mais gente na escola, você tem que ter uma estrutura favorável que permita o aluno a ficar mais tempo na escola, uma alimentação que dê conta disso, atividades que façam com que a permanência do aluno seja produtiva. Mas o ponto mais importante do projeto não é ter apenas a extensão do horário do aluno na escola, mas ter um modelo de educação em que este jovem que está na escola consiga desenvolver as habilidades mais importantes da vida dele no século 21, isso que nós chamamos de educação integral, um aluno com criatividade, responsabilidade, auto-gestão, capacidade de realizar investigação científica, ser um bom líder, saber trabalhar em grupo. Essas são habilidades importantes que a escola atual não consegue desenvolver, apenas uma escola organizada, aí sim podendo ser considerada como um modelo de escola. Vocês estão inseridos nesta escola.


3) Quais os projetos e propostas que a 
Secretaria de Educação têm, relacionados a intercâmbio para todas as interculturais?

Na verdade a Secretaria do Estado de Educação, criou um projeto de intercâmbio, relacionada com um projeto de escola bilíngue, ou intercultural. Então estas escolas tem um grau de intercâmbio, como por exemplo, escola com a França, com a Espanha, com os Estados Unidos, que é esta, e com a China. Estas escolas estão começando a desenvolver os seus projetos de intercâmbio, a de mandarim, inclusive, já têm projeto de intercâmbio, como o da França, com professores. Onde os professores fazem um período de estudos no país de língua estrangeira. Só que nós temos agora outras escolas já em curso para serem implantadas, uma de turco e outra de alemão. São escolas que vão também possibilitar esse intercâmbio. O fator mais importante do intercâmbio é a possibilidade do jovem ter o contato não só com a língua, como também com a cultura do outro país em lóquo, ele vivenciar a cultura da outra nacionalidade. Isso abre por completo a visão deles sobre o mundo, quanto ao lugar onde ele se encontra e o lugar para o qual ele irá.

4) Você tem alguma mensagem para deixar não somente para os estudantes do Brasil-Estados  Unidos, como também para os estudantes do estado, em geral?



A mensagem que eu dou é, acreditem que a 
educação vai mudar a vida de vocês e que a Secretaria do Estado de Educação está realizando um esforço imenso para mudar a educação estadual, mudar definitivamente. Para não ficarmos mais com o padrão que temos hoje, para que em 20 anos, a educação do estado do Rio de Janeiro, seja a melhor educação do Brasil.



Esta matéria foi escrita por Italo Medeiros e revisada por Ana Maria.

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