Roda de capoeira na Universidade Veiga de Almeida conta com pesquisa de universitária norte-americana

No dia 12/08, a Universidade Veiga de Almeida recebeu o grupo "Engenho" para a roda do mês. O grupo foi fundado no final de 69 pelo mestre Baiano e contribuiu para tese da aluna Brennan Delattre, que veio ao Brasil para poder estudar mais sobre os benefícios físicos e mentais da capoeira.


Entrevista com Mestre Baiano:

Como surgiu a fundação Engenho? Como surgiu esse nome?

Em 1969, eu e meus parceiros de treinos pensamos em criar um grupo próprio de capoeira. Na época havia rodas de rua, academia, menos um grupo próprio. Portanto, fizemos uma votação para escolher um nome para nossa fundação e "Engenho" ganhou ,talvez pela ligação baiana com antigos plantios de cana de açúcar que se tinha onde eu vivia.

Como o senhor conheceu a capoeira?

Por volta dos meus 10 anos de idade, passando pelas ruas de Salvador, avistei uma roda de capoeira. Ao ver toda aquela dança, todo aquele gingado de corpo, eu fiquei hipnotizado com o “gunga” (berimbau), que era tocado com mais velocidade, meu coração batia forte, e desde então a capoeira tomou-me por completo.

Entrevista com Brennan:

Como a capoeira é vista nos EUA?

É bem vista, apesar de que este esporte não chegue para todos. Geralmente nos centros urbanos é onde há mais mestres até mesmo por conta de haver mais brasileiros. Mas a capoeira está se expandindo cada vez mais, não só nos EUA.

E como você conheceu a capoeira? 

Quando entrei para a universidade, Blake School (Minnessota) fiz o que lá chamamos de “orientation trip” onde os calouros necessitam fazer um esporte, seja ele basquete, rugby ou futebol. Felizmente optei pela capoeira mesmo não sabendo nada sobre, e acabei me apaixonando, tanto que se tornou minha tese de neurociência sobre os benefícios da capoeira.


Matéria escrita por Rafael Bahia, revisada por Ana Maria.

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