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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Em entrevista, palestrante e diretora Suzanne Roy nos conta um pouco as vantagens em ser uma diretora e a sua admiração pelos jovens

Sra. Suzanne Roy, uma das palestrantes dos Workshops promovidos pelo Governo do Estado, conta um pouco sobre seu percurso profissional até ser uma diretora e seus pontos negativos e positivos ao administrar uma escola. 




1) Fale um pouco sobre seu percurso profissional.

Suzanne: Eu comecei como professora no ThutECs Coach durante 13 anos dando aulas para meninas sobre softball, basketball e Track & Field. Então eu me envolvi, até porque eu queria estar no colégio. Depois fui para US international University em San Diego, que é um sistema de graduação feminino de softball e eu queria fazer aquilo por alguns anos, então aproveitei aquilo pois recrutaria alunos, os assistiria jogar, ficaria com seus pais e tudo aquilo. Então eu voltei para o Ensino Público. Assim, fui professora, conselheira, diretora e desde que me tornei diretora, eu sempre tive que fazer parte da superintendência da escola, que foi bem divertido, aproveitei cada momento. Hoje em dia, na universidade Point Loma Nazarene University (San Diego), eu trabalho na Faculty Lemer School of Education, ensinando cursos de graduação. Acabei de terminar um curso algumas semanas atrás que era da fundação de Educação de Aprendizado de Teoria 

2) Quais são as características que você considera para ser um diretor ideal?

Suzane: Primeiramente, acredito que ele/ela deviam ter a atitude de um servo. Acredito que um diretor deva ver e valorizar o melhor nos outros, e sobretudo ter paixão e amar crianças. É por isso que estamos aqui: pelas crianças. Eu acho que o diretor deve ser um bom visionário, pois há muitas boas idéias lá fora e ele deve estar disponível para ouvir, inovando e se arriscando de vez em quando.

3) Qual é a participação dos pais com a direção escolar?

Suzanne: Bem, depende seriamente do que você se refere. Somos participantes totalmente ativos que estão ali á todo tempo fazendo protocolos, mandando e-mails para nosso empregador e tudo mais. Algumas vezes, é muito difícil dos pais virem para escola porque eles possuem 2 ou 3 empregos,  então é um desafio para nos ligarmos aos pais, os ajudarmos e apoiarmos e reconhecer cada um deles como um “cabo de dinheiro “ ou seja lá o que for que chega até nós na escola. Eu penso que como uma líder a maioria das escolas particulares deveriam considerar: como podemos nos comprometer aos pais? O que faz sentido apesar das circunstâncias? Como nós definimos a participação dos pais na nossa escola, que talvez traga uma definição diferente da nossa escola?

4) Quais são as maiores dificuldades encontradas pela direção da escola?

Suzanne: Bem, acho que uma das maiores dificuldades é o descaso, abandono. Nós não podemos fugir do tempo. Particularmente, o estado da Califórnia, apesar de se mover com o dinheiro, nós só podemos gastar uma parte dele com a educação. Então eu acho que a liderança das escolas tem sido bem desafiadora da forma de como usar o dinheiro com sensatez, como tentar gerar modos tradicionais e como priorizar o modo que você vai gastar aquele dinheiro, pois é muito limitado. Vemos o quão criativas as pessoas podem ser e fazendo isso acontecer. Eu sempre acreditei que normalmente 85% dos influenciados são pessoas que trabalham comigo. Então relativamente temos que fazer de tudo possível  para tirar o melhor das pessoas que trabalham lá e ajudá-los a se tornarem o melhor que eles podem ser, pois os mesmos vão receber o maior pedaço de recursos que lhe podem oferecer.

5) Que mensagem você gostaria de deixar para os estudantes do intercultural?

Suzanne: A vida é feita de infinitas possibilidades, você realmente precisa fazer tudo o que for possível para se posicionar e ter vantagens, oportunidades, ter boa educação,ter uma paixão em mente, algo que você realmente ame. Hoje é o meu 43º ano no campo de educação, então você sabe que isso leva um tempinho, tenha sempre uma grande paixão em mente e sempre siga esta paixão. Continuem tendo esta perspectiva global  pois eu me sinto muito confortável e confiante quando venho para intercâmbios como esse e interajo com alunos como você que o mundo estará de mãos capazes no futuro. Se divirtam, pensem naquelas infinitas possibilidades e caiam dentro!

Matéria feita por Jéssica Guimarães e revisada por Fabrício Nunes.

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