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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Eduardo Cunha diz que é um “discurso rotineiro”, com relação à investigação do TCU acerca dele


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), afirmou na última sexta-feira (09) que a solicitação do PSOL para que o Conselho de Ética faça uma investigação na vida profissional e “pessoal” do presidente é parte de um “discurso rotineiro” de alguns parlamentares da oposição. O partido somente entrou com um pedido de investigação no colegiado esta semana.

"São os meus desafetos contumazes, principalmente aqui do Rio de Janeiro. Eles já haviam entrado com 10 mandados de segurança no Supremo quando votamos a redução da maioridade penal, quando entrou com financiamento privado de campanha, quando mudou- se ritos. São meus adversários comuns, já na época da eleição, fizeram manifesto. Quando houve abertura de inquérito, pediram meu afastamento. Já é quase um discurso rotineiro", disse Cunha. Esta declaração foi dada por Cunha em um de seus discursos no V Congresso Fluminense de Municípios, em um hotel na Zona Sul do Rio.

Do que se trata com relação ao entendimento da bancada do PSOL, condiz que Cunha falhou de forma desrespeitosa com o decoro ao dizer na CPI da Petrobrás, realizada em Março, que o mesmo possui apenas conta bancária no Brasil. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, confirmou ao partido que o excelentíssimo presidente da Câmara possui contas na Suíça. Chegou a procuradoria extratos bancários, vindos diretos de um banco suíço, que se encontrava no nome de familiares de Eduardo Cunha.

Cunha, no entanto, se negou mais uma vez a responder com relação ao seu envolvimento com essas contas suíças e se o mesmo possui uma. Ao ser questionado sobre o que achava de sua situação no cargo importante que possui com consecutivas denúncias surgindo contra ele, o presidente da Câmara apenas disse que “não acha nada”.

Acerca do parecer do TCU (Tribunal de Contas da União), Cunha ainda acredita que após a reprovação das contas de 2014 do Governo Federal, influenciará de maneira direta na votação da Câmara. Porém, no entendimento dele, isto não teria embasamento para abrir um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

"Você tem uma preliminar na base da decisão do Tribunal de Contas para efeito dos pedidos de impeachment. A preliminar é que está se tratando das contas de 2014. Então essa preliminar é para saber se o que ocorreu no mandato anterior afeta o mandato atual. Então essa preliminar tem que ser vencida. Independente da decisão. Se não vencida essa preliminar você precisaria aguardar uma decisão do Tribunal de Contas para o ano de 2015", explicou Cunha. Ele ainda afirmou que como a prestação de contas se refere ao ano de 2014, a mesma não exerce influência sob o mandato de 2015, que iniciou em janeiro, o presidente da Câmara ainda recebeu 2 pedidos de impeachment contra a presidente Dilma.

Recentemente, quando o presidente da Câmara falou em público, com ar de tranquilidade, disse que se ele conseguisse a retirada da presidente da República, Dilma Rousseff, o próximo a ser “retirado” do poder político, seria ele.

Nesta quarta-feira (14), a presidente, em um de seus pronunciamentos, se referiu de forma indireta a Cunha e aos parlamentares da oposição como “golpistas”, e pediu que eles buscassem algo de errado em seus mandatos ou, até mesmo, em toda a sua vida. Ainda clamou para que eles não interferissem na política do Brasil, sem ter questões precedentes.

Matéria por Italo Medeiros e revisada por Ana Maria.

Fonte: G1 Brasil

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