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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A Trajetória da Mulher no Poder Judiciário


Todos sabem que nem sempre foi assim, direitos iguais não são coisas que vêm de muito tempo. As gerações mais antigas de cada família com certeza podem contar o passado, onde os direitos e o acesso ao poder judiciário se restringia somente aos homens. Pode parecer espantoso, porém, é a mais pura verdade. Voltemos à Revolução Industrial do século XVIII e, foquemos na II Guerra Mundial, onde vimos pela primeira vez um sinal de que as mulheres não queriam se limitar aos seus afazeres domésticos ou simplesmente cuidar de seus filhos, queriam mais, seus objetivos eram expôr suas opiniões e mostrar que elas também eram capazes de lutar em nome de grandes causas, e com isso veio a ‘invasão’ de ambientes predominantemente masculinos. Destes tempos até os atuais, pudemos observar a frequente e incessante luta das mulheres por direitos iguais e conquistas a serem realizadas futuramente.

Uma ótima forma de notar que a luta das mulheres obteve um resultado satisfatório é apenas observar o modelo de sociedade em que vivemos hoje, onde a mulher, nas últimas décadas, vem ocupando grandes e poderosos cargos no poder, até mesmo no judiciário, que sempre foi o mais conservador dentre todos os poderes da República do Brasil. Podemos citar vários exemplos de grandes nomes femininos no Brasil, em especial no poder judiciário, como Eliana Calmon, podendo ser chamada de ‘a pioneira’, pois foi a primeira mulher a ocupar um assento no Supremo Tribunal Federal (STF), no ano de 1999. Já no ano 2000, a mulher que integrou a mais alta Corte do Brasil, a ministra Ellen Gracie, que também exerceu a presidência do Supremo (STF). No cenário júridico internacional temos um grande nome, a magistrada brasileira que fez parte do Tribunal Penal Internacional, Sylvia Helena, em 2003, onde teve um mandato com duração de 9 anos.

Após trazer a história e mostrar a evolução, podemos constatar que sim, as mulheres conseguiram parte do que queriam. Parte? Mas por que parte? Ainda que as mulheres tenham conseguido desde o direito ao voto até a inserção de mulheres no alto poder judiciário, isto não é o bastante, não é totalmente igualitário, dados atuais mostram as diferenças, como de salário, e ainda um fato onde, embora muitos não acreditem, ou prefiram não acreditar, existe, que é o caso ao qual somos submetidos atualmente, uma sociedade machista que faz com que alguns prezem pela submissão, ou acreditem que, quando elas conseguem grandes feitos, são sempre outras formar de ‘mérito’, deixo assim subentendido. O fato é que, ainda que a sociedade continue sendo esta, as coisas estão mudando graças ao empenho das mulheres por uma igualdade, que não seja somente disfarçada, mas sim uma igualdade real e de valores de ética moral


Ministras Carmem Lúcia e Rosa Weber

Em suma, a trajetória das mulheres, seja no Poder Judiciário, Executivo ou Legislativo, só tende a aumentar cada vez mais, e trazer medidas satisfatórias para a sociedade, assim como a unificação na forma de viver e liderar em sociedade. Para um homem, ter que prestar contas ou obedecer ordens de mulheres que possuem patente superior, não deve ser humilhante ou motivo de revolta, mais sim, deve ser algo comum na sociedade, afinal, todos tem que ter as mesmas chances e serem semelhantes como cidadãos. Para finalizar o texto, deixo uma frase do atual governante da Federação Russa, Vladimir Putin, “podemos até parecer diferentes, mais esse fato deve ser respeitado”.

Matéria por Italo Medeiros, revisada por Ana Maria.

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