A vida de jovens brasileiros em outros países


Atualmente, com a expansão tecnológica no mundo, os meios de comunicação estão, certamente, mais avançados e, com isso, a passagem de informações através de websites e aplicativos se torna muito grande, portanto, com o aumento da comunicação em estado internacional, muitos jovens e adultos conseguem pesquisar sobre universidades, e formas de ampliarem seus estudos, seja no seu país de origem, ou em outros países. Em virtude do que foi mencionado, entrevistas foram feitas com jovens brasileiros que buscaram morar em outros países, portanto, lhe convido a lê-las.


Kreeshla-Ayiêsha, 20 anos, nascida em Brasília, Brasil. Atualmente, ela mora na Europa, mais especificamente na Irlanda.

Entrevistador: Por quais motivos você decidiu sair do Brasil para a Irlanda?

Kreeshla: Na verdade eu vim do Senegal para a Irlanda. Chegou uma época em que meus pais não podiam mais pagar pelos meus estudos, e minha mãe achou que eu teria uma base melhor para o meu futuro na Europa.

Entrevistador: Você faz alguma faculdade na Europa, ou pretende fazer futuramente?

Kreeshla: Não, vim apenas para trabalhar, vou fazer faculdade no Brasil.

Entrevistador: O que você gostaria de cursar, na faculdade?

Kreeshla: Psicologia e Cinema. Atuação é uma paixão, incorporar um personagem me deixa bem, controlar esses personagens como diretora seria ainda mais legal, e psicologia.. Eu amo a mente humana, seria ótimo tentar entender mais dela e poder explicar.

Entrevistador: Você disse anteriormente que trabalha, então, qual profissão você segue?

Kreeshla: Sou uma simples au-pair, como uma babá, porém 24hrs por dia. Sabe, é muito difícil conseguir um trabalho bom num país estrangeiro.

Entrevistador: Com apenas 20 anos, como é viver na Europa, longe de seus familiares, e etc?

Kreeshla: É horrível... É a primeira vez que fico longe por tanto tempo, dois anos já. É solitário, sem família e sem amigos, dá para se acostumar, mas não deixa de ser uma vida vazia.

Pedro, 20 anos, nos dias de hoje, ele mora em Portugal, porém, Pedro é nascido e criado por, praticamente, toda sua vida, no Brasil.

Entrevistador: Por quais motivos você saiu do Brasil para Portugal?

Pedro: Bem, minha mãe já mora aqui faz algum tempo. No final de 2007, se bem me lembro, foi a época em que ela se mudou. Inicialmente, eu deveria vir a mais tempo, entretanto, protelava e tinha receio quanto a deixar meus amigos e familiares para vir morar com ela. Apenas recentemente pude compreender a necessidade de deixar o país, sair daquela realidade comoda e começar a desbravar o mundo. Mas antes disso, tenho de começar do berço de nossa nação, gosto muito de aprender, e esse país é rico em história.

Entrevistador: Você já ingressou em alguma universidade, ou ao menos pretende ingressar?

Pedro: Estive cogitando Coimbrã, mas desde que cheguei, pude constatar que em Lisboa existem ótimas universidades também.

Entrevistador: Qual curso você gostaria de estudar, na universidade?

Pedro: Minha primeira opção desde a infância foi direito. Conforme fui crescendo descobri uma área que me atrai ainda mais, o direito internacional. É por querer esse curso que viso Coimbrã, uma universidade de renome quanto aos profissionais desse meio. Mas não sou humanas ou exatas, sou de ambas as áreas, por isso caso o direito não me aceite, gostaria de fazer ciências contábeis.

Entrevistador: Mesmo ainda, sem cursar nenhuma universidade, você segue alguma carreira professional momentânea?

Pedro: Não, no presente momento estou em minha casa, aguardando as ligações mediante os currículos que deixei em vários locais. Apesar de minhas áreas de interesse, tenho um currículo amplo o qual envolve desde design até o setor de vendas.

Entrevistador: Em sua opinião, como é viver em Portugal?

Pedro: Portugal é um país bom para se viver, tem uma boa estrutura. Apesar de ter uma das piores economia da União Europeia, tem grande potencial. A quantidade de pessoas de outras nacionalidades aqui resalta isso. Podemos ver, desde brasileiros e angolanos, que tem como língua materna o português, até chineses, japoneses e indianos, além deles também já pude conhecer pessoas de diversos países da União Europeia. Apesar disso tudo, os portugueses em si tem certos estereótipos quanto aos brasileiros, são inumeros os casos de xenofobia.

Não apenas a Kreeshla ou Pedro, mas há milhões de pessoas assim, como eles, que muitas das vezes saíram de seus países de origem e, para buscar melhores oportunidades, foram para países mais distante. Há consequências enquanto a isso, porém, o resultado de todas as consequências podem ser magnânimos.

Entrevista feita por Victor Cruz, Revisada por Bruna Porto.

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