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domingo, 8 de abril de 2018

A Escola sem Partido, ocupações escolares e o novo Ensino Médio: quais os impactos para a educação brasileira?

A EDUCAÇÃO BRASILEIRA TEM SIDO UM VASTO ALVO DE MUDANÇAS, AS QUAIS ACRESCENTARAM UM AMPLO PENSAMENTO À SOCIEDADE SOBRE OS IMPACTOS E ALTERAÇÕES DO ENSINO.

 A Escola sem Partido

O programa Escola sem Partido, criado em 2004, dá suporte a diversos problemas em relação ao modo com o qual os professores introduzem uma nova ideia aos princípios dos alunos, antigamente já imposta à sua educação moral. Ou seja, educadores beneficiando-se do ensino com a intenção de inserir assuntos políticos, ideológicos e partidários para outros fins.
Em uma entrevista ao site http://www.escolasempartido.org/depoimentos, o aluno Pablo Daniel Mendes de Carvalho, dá seu depoimento sobre tal assunto. “Sempre tive um posicionamento mais à direita em minha trajetória acadêmica, porém não sabia que as respostas e ações dos meus professores eram na verdade um misto entre perseguição e doutrinação; eu era forçado a participar de “aulas’’ e “debates” que tinham apenas um ponto de vista ideológico”. Os impactos para a educação brasileira têm alcançado com grande peso os pais e alunos. Como por exemplo, a intimidação de um discente ao se sentir confrontado por ter suas próprias convicções e outra ideia estar sendo imposta, totalmente distinta em relação a qual foi educado a seguir e crer. A aprendizagem dada pelos seus responsáveis será descartada, efetivamente, pela invasão de outras “razões” absolutamente opostas às suas. A ideia é, se o responsável de uma criança a educou para ter tal crença, a escola não tem o direito de imiscuir-se na doutrina a qual a criança sujeitou-se a acreditar; é contra isso que o programa Escola sem Partido, luta.

 Ocupações escolares

A organização de ocupações nas escolas interferiu grandes partes do Brasil. Desde quando um novo governo passou a atuar, foram ocupadas diversas escolas. Os atuantes foram alunos que discordam com o rumo que a educação vem tomando no Brasil. Tais ações foram concretizadas pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Segundo o site http://www.politize.com.br/ocupacoes-de-escolasentenda/, “mais de 1100 escolas foram ocupadas em 22 estados brasileiros (mais o Distrito Federal). O maior foco de ocupações é o Paraná, onde 850 instituições foram tomadas por secundaristas, segundo o Movimento Ocupa Paraná, da UBES”. Este ato levou a várias colisões no que diz respeito à educação. Algumas destas: depredação das escolas, a não conclusão do ano letivo e o impedimento de profissionais que desejavam voltar a trabalhar. Os alunos acabaram entrando em protestos contra si mesmos porque estes foram prejudicados. Por exemplo, professores que queriam lecionar não conseguiam entrar nas escolas pela mesma manifestação executada por tais estudantes. Concomitantemente, combatiam o direito de levar o ensino a um “nível maior” e interrompiam o seu “progresso”.

 O novo Ensino Médio

A medida provisória (MP) anunciada pelo governo atual propôs à flexibilização da grade curricular, que permitiria um aluno à escolha a área que deseja atuar para aprofundar-se nos estudos destinados a esta. Este novo modelo possuiria uma parte obrigatória, pela Base Comum Curricular, e a parte “extra”, a qual o estudante poderá escolher para a especialização acadêmica: linguagens e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; formação técnica e profissional.

Além disso, os lecionandos poderão optar por quais matérias estudar segundo sua vocação, exceto as obrigatórias: Matemática, Português, Filosofia, Sociologia, Educação Física, Artes e Língua Inglesa. Os profissionais com “notório saber” poderão ministrar aulas em cursos técnicos e profissionalizantes. Segundo o Ministro da Educação, Deputado Federal José Mendonça Bezerra Filho, “esse fato de profissionais de cursos técnicos atuarem sem ter tido, efetivamente, o ensino superior é algo bem comum no Brasil”. (http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=40361) Podemos citar alguns dos impactos da reforma do Ensino Médio e que têm sido ponto de discussão entre senadores e especialistas da educação, as seguintes questões: o possível aumento da mensalidade nos institutos particulares; a existência de três turnos e, após a reforma a presença de somente um; e, a possível falta de vagas nas escolas públicas pela redução de turnos. Seria preciso construir novos colégios, pois as instituições não teriam condições de abrigar todos os alunos da mesma em um único período de tempo.

Em entrevistas a alunos e professores do Intercultural Brasil- Estados Unidos, podemos averiguar opiniões divergentes acerca da reforma do Ensino Médio.


O professor Peter Pereira, de História (CIEP 117), diz não ter uma opinião formada sobre o assunto, pois não se aprofundou ao estudo deste, ainda. Porém, diz “A primeiro olhar, não sou de acordo. Qual a essência do ensino médio, de um modo geral, antes da chegada das universidades? Qual a preocupação desse Ensino Médio e Fundamental? Essa etapa da vida da juventude é a preparação para a cidadania, então, como esta será preparada para cidadania se já é, automaticamente, direcionado à escolha de uma carreira profissional? Eu acho que essa generalidade é fundamental para a própria formação da cidadania do indivíduo. Então, quando se começa a restringi-lo, dando a liberdade de optar de maneira ingênua, as suas preferências serão imaturas”. 

Por meio de uma enquete realizada com alunos e professores do CIEP 117, buscamos saber os que são contra e a favor da Reforma do Ensino médio. Apesar de ser visto em pesquisas, televisões e jornais que a maioria dos alunos apoia a reforma, em nossa enquete o resultado nos surpreendeu. Foram entrevistados cerca de 50 (cinquenta) pessoas e o resultado foi o seguinte:



Matéria feita por Maria Fernanda.

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