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sábado, 12 de maio de 2018

Meu cotidiano (Favela RJ)

Este é um poema com base no que vivo todos os dias...


    Às três ou quatro da manhã eu acordo em um pulo;
 Tiros de pistola me tiram o sono,
 Minha paz foi levada, só sobrou a violência,
 Violência; essa é uma palavra comum por aqui.

    Está tão enraizada no nosso dia- a -dia,
 Que nem sabemos como é viver sem ela,
 Essa é a realidade em que vivo;
 O olhar de quem mora na favela.

    Tento ter esperança;
 Me esforço todos os dias para acreditar,
 Mas quando olho pela janela...
 Percebo que estou sem forças e não vejo a mudança;
 Será que sempre vai ser assim?

Escrito por Marlon Rismo
Redigido por Nicole Pires

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