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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Quilombo Cafundá Astrogilda

No dia 25 de setembro, alguns alunos foram à um passeio para o Quilombo Cafundá Astrogilda, onde foram explicados vários fatos interessantes envolvendo a história e geografia do local.
     Começando pelo motivo do clima ser diferenciado do restante do rio, que se dá às montanhas presentes, que acabam prendendo o vento oceânico e criando um microclima na área de vagem grande, onde logo atrás fica Bangu, que pelo motivo de o vento oceânico já ter sido preso na área montanhosa de Vagem Grande, possui os climas mais quentes do Rio de Janeiro. Mas, da mesma maneira que o vento oceânico fica preso, a poluição também fica, o que afeta grandemente a produção dos bananais e as demais plantações presentes no local, onde ocorrerem chuvas mais ácidas graças aos elementos componentes da poluição vinda de carros, fábricas e etc como dióxido de enxofre e óxido de nitrogênio, que acabam assim aumentando o pH do solo e dificultando ainda mais a agricultura.

       Puxando o assunto de agricultura, isso era algo muito feito antigamente pelos escravos neste quilombo e em vários outros, mas com o passar do tempo e a declaração da lei áurea, os escravos, que viviam com seus senhores para sustentá-los, criaram pequenos núcleos familiares dentro do quilombo, onde suas famílias vivem até hoje, por mais que a moradia seja proibida por uma lei que conserva o local, há uma lei contrária que diz que os moradores também tem o direito de morar, até porque, aquele local pertencera a antigos familiares, mas com isso, acaba acontecendo um processo de gentrificação no local, ou seja, pelos altos preços postos em mercados, lojas e outros estabelecimentos, as famílias acabam optando por morar em outro lugar e vender sua casa, assim, as pessoas com melhores condições para viver no local, acabam por comprar a casa, modificá-la e viver neste local.

       Andando pela trilha, percebemos várias coisas interessantes, como o solo composto por serrapilheira (que é uma junção de deposição dos restos de plantas, como folhas e ramos, e o acúmulo de material orgânico vivo em diferentes estágios de decomposição) e que em alguns cortes de talude - conhecidos popularmente como barranco - , haviam raízes que os seguravam para que não caíssem, e além disso a presença do saprolito, (também conhecido como saibro, utilizado em obras) que não passa de uma pedra apodrecida.


Feito por Heidy
Redigida por Nicole Pires

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