Luciana Gomes, professora do Intercultural, conquista Prêmio Científico e viaja a Londres

Luciana Gomes é professora de Biologia de nossa unidade e com novas práticas de ensino conquistou o I Prêmio de Educação Científica, patrocinado pela BG Group. Confira!



Atualmente a tarefa de levar o conhecimento, principalmente para os adolescentes, vem sendo um desafio e tanto para os professores. E por este motivo os educadores estão procurando maneiras mais simples e fáceis de deixarem suas aulas mais dinâmicas e divertidas, fazendo o uso da tecnologia, de jogos e coisas do dia-a-dia.

É a partir dessa ideia de aula inovadora, que a professora de Biologia, Luciana Maria de Jesus Baptista Gomes, da escola da Rede Estadual CIEP 117 Carlos Drummond de Andrade, criou um jogo sobre os processos de fotossíntese e Respiração Aeróbica. A proposta do jogo é que os alunos participantes possam aprender o que é a fotossíntese e a respiração aeróbica, e entendam quando e pelo o que os processos são realizados e claro, a sua importância. O jogo é feito em grupo, e para montá-lo e entendê-lo, os integrantes do grupo necessitam ler o texto e as instruções, principalmente para conseguirem montar a reação química pedida pelo jogo.

Desta maneira, treinando o trabalho em equipe, a leitura, a atenção, compreensão e a organização. O jogo e a proposta inovadora foram aprovados pelos alunos. Segundo eles, foi uma atividade muito mais interessante e bem menos exaustiva.

Confira o vídeo com os relatos dos alunos, e veja o que eles têm a dizer:



A professora, com o intuito de divulgar a proposta e melhorar o seu jogo, se inscreveu para o I Prêmio BG Brasil de Educação Científica e SEEDUC. Luciana ficou em segundo lugar, e como prêmio recebeu uma certa quantia em dinheiro e uma viagem à Londres, com direito a visitas a instituições, escolas e passeios guiados. O intuito da viagem foi de fazer os professores aprenderem mais sobre os novos métodos de educação e também a imersão cultural que representa a visita a um país diferente.

No depoimento da professora Luciana, ela conta sobre as suas experiências em Londres, o inicio do seu jogo e o que a levou a mudar a forma de ensinar.

Leia a baixo, na íntegra, o depoimento da professora Luciana Maria de Jesus Baptista Gomes:

“Sou professora de Biologia há 15 anos da rede estadual do Rio de Janeiro, e percebia que os alunos tinham dificuldade de entendimento do metabolismo energético, que são os processos que as células realizam para produzirem e armazenarem energia. Assim, criei uma atividade que era realizada com papéis coloridos, onde os alunos montavam as equações químicas da fotossíntese e da respiração aeróbica. Depois, aperfeiçoei esta atividade, criando um jogo, com tabuleiro galvanizado, onde, a partir da leitura de um texto e peças imantadas e imãs de geladeira, os alunos percebem como são as duas reações químicas e as montam. Depois classificam os seres vivos (representados pelos imãs de geladeira) em autotróficos e heterotróficos. Aplico este jogo - com este formato - há três anos e já o apresentei em eventos de ensino de Ciências e publiquei em uma revista de ensino de Bioquímica. Soube do prêmio por um cartaz na Sala dos Professores da nossa escola e submeti o jogo. Passei por três etapas: a primeira fase foi a inscrição. Na segunda fase, um avaliador me ligou, para que eu explicasse melhor a proposta e esclarecesse dúvidas e, na terceira fase do processo seletivo, este avaliador defendeu meu jogo para uma banca de profissionais da Educação.



Depois de um tempo, recebi um telefonema da BG do Brasil, dizendo que eu já era uma das três finalistas e que eu estava convidada para a premiação no MAR - Museu de Arte do Rio de Janeiro. Muita alegria, pois já iria para Londres, para conhecer instituições científicas, visitas a museus. Teve um movimento na escola muito interessante para mim, que foi a gravação de um vídeo para o dia da premiação e também para o Canal Futura. No dia da premiação, fui agraciada com o segundo lugar. Uhul!! E viajamos no dia 24 de janeiro e voltamos no dia 31 de janeiro.


A viagem à Londres foi organizada pela British Council e visitamos museus, centros de ciência, uma escola - onde pudemos conversar com professores e alunos - participamos de palestras sobre STEM - Science, Tecnology, Engineering and Mathematics. Fomos acompanhados pela representante da British Council, pelo coordenador de visitas inglês e uma intérprete brasileira. Muito aprendizado para mim... pude exercitar o meu inglês e perceber que tanto o Brasil quanto a Inglaterra enfrentam situações semelhantes: a baixa procura dos alunos pela Licenciatura, principalmente por Física, Química e Matemática. O mercado financeiro tem salários mais altos e os alunos, potenciais pesquisadores e professores destas três áreas, estão sendo atraídos... Isso gera um ciclo: a falta de professores nestas áreas. Então, há um esforço na Educação de capacitar os professores, motivar os alunos a continuarem com seus sonhos de trabalhar em pesquisa e em Licenciatura.


Quanto à divulgação científica, em Londres existe a cultura dos museus, centros de ciências muito fortes; então, a visitação é constante, a parceria com fundações e instituições privadas e espaços nos museus que os visitantes "brincam" com os experimentos. Não é só o governo que tem que investir nestes espaços, a iniciativa privada ajuda e muito! É um modelo que poderia ser seguido pelo nosso país, para fomentar a divulgação científica e motivar mais e mais crianças e jovens a caminharem pelas trilhas da investigação e pesquisa.
Como falei com a minha família, voltei com os olhos e mentes cheios de ideias e projetos. E conhecer Londres foi uma experiência impagável!"

Confira o vídeo onde os finalistas comentam sobre os seus projetos:



A partir deste depoimento é possível ver que a educação está sempre se renovando. Os métodos de ensino estão sempre sendo atualizados. Enquanto houver dedicação, vontade de aprender e de ensinar, haverá educação.

E você que é um estudante ou um professor? O que você acha de aulas diferenciadas, mais práticas e mais reais? 

Lembre-se, o conhecimento é ilimitado, nossa mente é curiosa e criativa, e Educar não é nada mais que fomentar tudo isso.

Assista a seguir ao vídeo da Cerimônia de Premiação, onde a professora de biologia de nossa unidade, Luciana Gomes, conquistou o 2º lugar na primeira edição do prêmio científico:


Para saber mais sobre o Programa de Educação Científica, visite o SITE

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