Rotina (Favela RJ)


Levantei cedo hoje de manhã depois da madrugada tensa de tiroteio,
   O silencio das ruas trouxe paz ao meu desespero,
   Olho pela janela, meus vizinhos saem com medo,
   Não sabemos o que esperar, o que vai acontecer primeiro?
 Queira Deus que é só mais um dia rotineiro,
 Chego no trabalho, ainda tenho que aturar o preconceito,
É tão dificil viver como um cidadão brasileiro;
  Brasileiro não, como cidadão favelado.
    Sou apenas uma parte da sociedade, sou a margem, a comunidade.



Poema feito por Marlon Rismo
Redigido por Nicole Pires.

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