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segunda-feira, 25 de março de 2019

A CARNE MAIS BARATA DO MERCADO

       Sempre foram a carne mais barata do mercado. Sempre foram os julgados ladrões quando nem mesmo tinham roubado, ou o periférico independente de onde onde venha. Povo preto. Sendo em grande quantidade de pessoas, os negros, em sua maioria descendentes de africanos tiveram sua cultura e liberdade tirada há pouco mais de 400 anos (de acordo com a tese mais aceita já que não há documentos registrados). Tendo sido abolido há 197 anos. É ensinado nas escolas e livros didáticos apenas sobre a abolição que foi feita pela Princesa Isabel, em 1822, sendo ignorada toda a luta, revolução e resistência desse povo e de sua cultura. O movimento  negro é baseado em luta diária contra o racismo, opressão e ainda escravidão. Escravidão essa diferente da presente de centenas de anos atrás, mas existente. A escravatura ainda é presente nos poucos papéis de negro na mídia e sempre como faxineiro, empregado e disposto a servir mas nunca no cargo de ser servido e milhares de formas. Uma das formas recentes de racismo camuflado tem sido através de ações, já que um indivíduo de pele branca é relatado nos jornais como "universitário/jovem encontrado com drogas", enquanto o negro, "traficante é pego" sem ao menos se perguntar de sua origem. Racismo esse encoberto através de um grupo de jovens onde o negro é revistado, enquanto os demais são ignorados. Muitas das formas são nos pequenos gestos e hábitos do dia-a-dia como nas falas: "a coisa tá preta", "ovelha negra", "coisa de preto", "peste negra", "nega maluca" ou quando "nego faz tal coisa" (sempre referente à uma ação ruim.)
Há aqueles em que justificam como hábitos antigos e culturais, sendo assim tratados com normalidade. Não é por ser hábito que se torna necessariamente certo. Ao ter tais ações e outras só se é reforçado a ideia do negro inferior, escravo.
Como diz o rapper BK em sua música "Exóticos": "A carne mais barata do mercado é a negra e é servida crua".
    Cotas são realmente necessárias?  Os escravos foram libertos mas sem terras, bens, qualquer fonte ou meio de sustento. Sem ter para onde ir, começaram a se agrupar nos morros, ficando distantes e isolados do resto da população, dando origem assim às favelas. Sem o menor recurso, os senhores brancos davam dinheiro, alimento e moradia muitas vezes para os negros em troca de roubos e furtos encomendados. Então, caso um senhor tivesse insatisfeito com a concorrência, direcionava o negro à fazer o trabalho sujo, sendo conhecidos assim como ladrões e bandidos. Através disso podemos concluir que o maior ladrão eram os senhores, mas como não faziam o trabalho atuante quem ficou com marcas foi o povo preto. Enquanto brancos estudavam e tinham preocupações como faculdade, heranças e negócios, os grupos das favelas estavam preocupados com o mínimo para a sobrevivência. Negros com 300 anos de atraso econômico e profissional ainda sofrendo com as consequências de uma longa escravidão. Seria justo e possível colocar o mesmo objetivo com um ponto de partida na frente do outro? Cansados da opressão, negros lutam e através do movimento negro reforçam cada vez mais a ideia de que chegou a hora de reagir. A dor é somente desse povo mas a luta contra a mesma não precisa ser.     O primeiro passo é através de reconhecimento de privilégios, reavaliação de hábitos e ouvir para aprender com quem sofre do racismo, sem roubar seu lugar de fala, estando disposto a aprender e ouvir.

Matéria feita por Evelyn Lisboa
Redigida por Nicole Pires

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