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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Empatia em momentos revolucionários


       A história afirma que entre 1922 – 1924,  Benito Mussolini estabeleceu na Itália o regime fascista, também conhecido como regime de Mussolini, marcado por ser um governo autocrático e completamente manipulador. As características desse regime eram, basicamente, pôr como adversário qualquer um que questionasse a forma que Mussolini regia o país, oprimia as minorias, militaritarizava a pátria, minimizava os direitos humanos, e utilizava da religião para controlar a um número maior de pessoas. Tal regime enaltecia a violência e o nacionalismo, e desprezava a democracia e o liberalismo além da censura. Na Itália, o fascismo teve fim em 1943.
           Entretanto, em 2018, na candidatura do atual Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, alguns cidadãos começaram a detectar, determinadas propostas parecidas com os ideais do regime fascista, retomando o assunto à pauta. Em suas falas de eleição, por exemplo, ele deixava evidente sua ênfase no militarismo e valorização ao nacionalismo. Convém lembrar, de suas respostas rápidas, grosseiras, com pouca explicação, e cobertas de palavras de baixo-calão, aderindo há polêmicas, e dispersando todo atentamento de  questões mais importantes.
           A partir de sua campanha, Bolsonaro denomina-se cristão e alega ser a favor da família tradicional brasileira, o que  atinge grande parte da população, porque apesar do Brasil ser um país laico, a população é majoritariamente cristã, novamente assemelhando-se ao regime fascista, usando da religião uma forma de manipulação. Ainda com todos esses pontos que permitem uma analogia ao regime Mussolini, Bolsonaro foi eleito.
         No entanto, no dia 31 de maio de 2020, após a brutal morte George Floyde que foi vítima de racismo, causando grande revolta nos EUA e no mundo, desencadeou-se diversas manifestações, estendendo-se ao Brasil que depois de presenciar várias atitudes de Bolsonaro, inclusive o recente apoio que o presidente deu ao Donald Trump, quando ele se referiu as manifestações como ato de terrorismo. Visto isso, brasileiros se juntaram para também realizar manifestações, com objetivo de lembrar e destacar a importância da vida negra e o notório descontentamento com atual governo, acusando-o de ser um governo com princípios fascistas, pedindo afastamento do presidente, questionando as pertinentes manifestações dos denominados “pró-vida” que são a favor do Bolsonaro e levantando a bandeira antifascista. Apesar  de todos terem direito de se expressar, há vídeos que comprovem o tratamento diferente, de acordo com o grupo de manifestantes.
        De acordo com as últimas notícias, é preciso dizer que fascismo é algo inaceitável no Brasil, e que com um pensamento lógico e um pouco de empatia podemos falar que essa não é a forma de governo que queremos, e escolher alguém com uma proposta mais abrangente, respeitosa, fazendo da equidade um dos pilares brasileiros e valorizando a educação e principalmente, valorizando vida.  
     
Repórter: Daniela Barbosa
Redigida por: Quesia de Araujo

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